Tradutor

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A incoerência comunista

Por: Ricardo Jr

Em 1964 instaura-se no Brasil a ditadura militar com todas as repressões que o AI 5 representa o tornando o maior simbolo daquele governo, um movimento militar que muitos asseveram ter salvo o país da ditadura comunista que inevitavelmente seria introduzida em nosso país. Nada duvido, até porque ja se anunciava a reforma agraria do presidente Jango, as relações com a China comunista eram muito estreitas, a ditadura militar durou cerca de 20 longos anos de nossa história, mas chegou ao fim, a questão é, será que se estivéssemos naquele período entregues a uma ditadura comunista estaríamos hoje livres dos mesmos? Acredito que não, veja Cuba, China e Coreia do Norte. Claramente seriamos uma 2° Cuba na América. O fato é que o mal da ditadura nos livrou do mal da praga comunista no país, um erro não justifica o outro, mas são fatos que jamais podem serem ignorados.



 Durante o regime militar muitos realmente lutavam pela liberdade de expressão, para retomar seus direitos políticos, outros na contramão lutavam para o fim da ditadura para que depois instaura-sem uma ditadura comunista no nosso país, não acredito que comunas lutam por liberdades, vejam aí países sob a tutela comunista como vivem, que liberdade esse povo tem? Nenhuma, nem acesso a internet como é o caso dos cubanos eles tem. De que adianta ter um país 90% alfabetizado se o PIB é la embaixo? Se o povo vive na miséria? Se o comunismo realmente presta-se o muro de Berlim jamais teria sido erguido, as pessoas teriam liberdade de expressão, mas claro para que o povo pereça é melhor que tiremos a educação, filosofia e sociologia de seu alcance.
Lula e Fidel Castro
As pessoas  que vivem sob esses tais regime  vivem em constantes medos. O que me causa mais revolta é ver pessoas que se dizem fãs da liberdade de expressão e apoiam esses regimes com unhas e dentes, só por serem de "esquerda", veja ai o PT, é um exemplo vivo, dizem serem democráticos e são fãs de carteirinhas desses governos, não duvido que seu maior sonho seja implantar esses regimes no Brasil. Abramos os olhos brasileiros, deixemos o fanatismo politico de lado e olhemos com mais firmeza no algo concreto em sua face. Criticam a ditadura militar, e porque veneram as ditaduras comunistas? Muito estranho isso não acham?

REFLITAM!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Suposta aliança entre o PSDB e PMDB para o pleito de 2014

Em meio à incerteza da aliança do PSDB com o PSB nas eleições estaduais deste ano, a imprensa nacional destaca a aproximação do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) do senador Vital do Rêgo (PMDB). Cássio é cotado para ser candidato a governador e Vital é irmão do pré-candidato do PMDB, Veneziano Vital.

Veja o que noticiou o jornalista Gerson Camarotti;

O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à 
Presidência, passou a adotar uma estratégia de aproximação com o PMDB, em razão da insatisfação do partido com a reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff. A cúpula tucana passou a priorizar a negociação de alianças com peemedebistas descontentes.

Aécio tem mantido conversações com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que não esconde a mágoa por causa do afastamento do PT da sua base de apoio.

Na Paraíba, o senador tucano Cássio Cunha Lima, vice-presidente do PSDB, retomou conversas com o senador Vital do Rego (PMDB-PB), preterido por Dilma na reforma ministerial. Os dois jantaram ontem em Brasília.

                                  

                                       
Já o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) tem sinalizado uma aliança no Ceará com o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, que deve concorrer ao governo do estado e não esconde a decepção com o PT pelo fato de o partido ter decidido apoiar o grupo do ex-ministro Ciro Gomes, atualmente no PROS. Tasso deve ser candidato ao Senado e negocia compor uma chapa com Eunício Oliveira.

Outra prioridade de Aécio Neves é a Bahia, quarto colégio eleitoral do país. Ele tenta intermediar um acordo entre o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB) e o ex-governador Paulo Souto (DEM), para formar uma chapa única de oposição ao PT.

A pretensão de Aécio é ampliar as dissidências peemedebistas nos estados, a ponto de vislumbrar um objetivo mais ousado: obter a neutralidade do PMDB no plano nacional. Hoje, o PMDB participa da chapa de Dilma, com o vice-presidente Michel Temer.


fonte:maispb




Por: Ricardo Jr

Relembremos o passado e reflitamos

Quem nunca ouviu falar do episodio do campestre na política paraibana?  Para quem não sabe darei uma síntese rápida, em pleno aniversário do poeta Ronaldo Cunha Lima o grupo dele rompe com o do então governador na época o José Maranhão, motivo? Ronaldo queria ser o candidato ao governo do estado no pleito de 1998, só que no caminho de Ronaldo estava o então  governador José Maranhão que era o vice governador do Antonio Mariz que chegara a falecer pouco depois de eleito, nas condições legais Maranhão era o  vice assume o governo, governa  e não abre mão da sua reeleição (Projeto de reeleição lançado na época pelo então presidente da Republica FHC, uma das maiores burradas aprovadas no Brasil). Ronaldo queria disputar pelo seu partido  PMDB, mas Zé  queria concorrer a reeleição, certa vez em seu aniversario as pompas que o  mesmo recebeu fora menor do que a do Zé que chegou triunfante de helicóptero la no clube campestre, o que causou o enfurecimento de Ronaldo que discursou bravamente e proclamou palavras em tons de ameaças ao então governador. Chegou o período de escolher seu candidato ao governo, a maioria dos delegados do PMDB escolhera Zé Maranhão como o candidato a reeleição, o que provocou revolta no poeta e a debandada do PMDB para o PSDB. 

De lá pra cá o PMDB e o PSDB travaram 2 grandes embates direto na disputa pelo governo do estado, nas duas ocasiões o grupo encabeçado pela família Cunha Lima saíram vitoriosos, Cássio fora eleito duas vezes governador, sendo o primeiro governador a se reeleger, porém no 2° mandato fora cassada após um recurso impetrado na justiça eleitoral da PB pelo PMDB alegando uso inapropriado da maquina pública para fins eleitorais, os tucanos perderam o mandato e Cássio fora cassado. Na ultima edição desses embates surgiu um novo protagonista,  Ricardo Coutinho, sendo eleito governador apoiado pelos tucanos e derrotando mais uma vez o PMDB na Paraíba.

Agora estamos diante de uma possível aliança entre os tucanos e o PMDB, será que as feridas que duraram , ou, duram 13 anos estão saradas?  Vai saber...
Sabemos  que da tudo se espera política, até mesmo boi voar. Ricardo Foi eleito com o apoio do PSDB que alegavam ser a melhor opção para a Paraíba, e só agora nas vésperas das eleições se deram conta de quão ruim esta sendo o seu governo? Será que estão pensando na Paraíba ou em seus próprios interesses pessoais? E Ricardo certamente alegará no pleito desse ano a  ''traição'' por parte dos tucanos.

 Ja vimos diversas alianças que acreditávamos  jamais  acontecer e aconteceu, Ronaldo ao lado de Wilson Braga, Cássio e Cozete, Cássio e Enivaldo, Zé e Ricardo, Ricardo e Cássio, e agora surgem essas cogitações a respeito do ex-prefeito de Campina Veneziano com o grupo do senador Cássio.
 Seria uma imposição nacional do PSDB vinda do pré candidato a presidência da Republica o senador Aécio Neves?


Não acredito que seja imposição, acredito em interesses, afinal a política é um jogo de interesses, ingenuo é aquele que esta sendo pego de surpresa por essas cogitações, esperem tudo da política meus amigos, não existem inocentes na política. Você que venera políticos, fazem deles uns deuses sem defeitos e  que brigam com os vizinhos por eles, você sim é um tolo completo, um verdadeiro jegue eleitoral, o Zé Burro dos tempos do cabresto. Me desculpem a sinceridade, mas é inadmissível imagens de violência na política, e essas imagens estão vivas ainda na minha memoria, ficava de boca aberta ao me deparar nos noticiários os  correligionários do Romero e da Tatiana se digladiarem, o pleito de 2012 foi um absurdo sem precedentes. Só espero que o povo paraibano se conscientize e parem de agir como tolos, políticos não são DEUSES e nem celebridades, são servidores públicos. Se essa união de interesses políticos do lado vermelho com o amarelo for bom para o estado que a celebremos democraticamente votando, acredito que seja o melhor para o nosso estado a aliança desses dois grandes grupos políticos. 





segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Protesto, ou vandalismo?

Por: Ricardo Júnior

Manifestação é legal perante a lei, porém no Brasil uma onda de criminosos transvestidos de manifestantes vem tomando as ruas, causando desordem, depredação ao patrimônio público e privado, e matando pessoas inocentes, sem contar que tais manifestações terminam denigrindo a imagem do movimento seja ele qual for.

Onde estão os valores dos protestos de tempos de outrora, como a exemplo das "DIRETAS JÁ", e "dos caras pintadas"? O tempo vai passando, com essa passada altera-se os valores morais e éticos das pessoas, o que antes era abominável aos olhos da sociedade hoje é a coisa mais normal do mundo, e com os protestos a coisa não é diferente, as formas de protestar mudaram, agora a participação física e ideológica não basta em um protesto, tem que depredar, quebrar tudo pra deixar claro o motivo do protesto. 

Bom, depredando patrimônio público o concerto de tais destruições sairá do meu e do seu bolso, mas afinal porque será que para protestar é preciso esconder o rosto?  Quem será que esta por traz dos grupos que cobrem os rostos, os chamados "Blacks Blocks" da vida? Até que a verdade venha a tona a sociedade ficará com essa pulga atrás da orelha.

Confronto entre manifestantes e PMs durante protesto no Rio
Cinegrafista da Band ferido sendo levado as pressas ao hospital
Os culpados dessa onda de violência são aqueles que defendiam em meados de junho do ano passado esses protestos serem realizados com mascaras, aqueles que incentivaram o movimento como Caetano Veloso, Marcelo D2 e tantos outros. Hoje estão vendo o que esses grupos estão causando nas principais manifestações. A polícia reagia aos atos de violência, como diziam em redes sociais que a polícia sempre começara tais atos de guerra. 
Jornalistas cobriam os protesto de forma oculta, coagidos, pois se sua identidade fosse revelada não duvido que seriam apedrejados, espancados e acusados de "manipulação das massas", todo texto sem contexto é um mero pretexto amigos.

Não sou contra os protestos, nunca fui, sou contra sim, a estes bandidos mascarados que tornam um ato público em um ato de baderna sem precedentes, aí daquele jornalista que criticar os black blocks, será eternamente marcado por esses bandidos, mas e agora o que fazer? Devemos exigir uma solução por parte do poder público? Claro! 
Esta morte do cinegrafista da BAND , o Santiago Lídio de Andrade foi a gota d'água , é preciso punir esses grupos e criar leis proibindo as mascaras e qualquer outra coisa que esconda o rosto em protestos, as caras devem estar expostas sim, pois quando agirem de forma infratora que caia o peso da justiça coerciva do estado sobre o tal.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

A revolta de Princesa Isabel - PB

Apesar do brasileiro não ligar muito para o seu passado, vou contar aqui a curiosa história do Território Livre de Princesa, pois acho que ela mostra o poder dos coronéis, na República Velha (1889-1930). É sabido que a hierarquia de poder da época era: Presidente - Governadores - Coronéis. Prefeitos eram subordinados, quando não era o próprio coronel.
Coronel José Pereira
Paraíba, 1930. Na cidade de Princesa Isabel, o coronel José Pereira, que chegou a ser amigo de Lampião, mandava e desmandava. O presidente do estado da Paraíba era João Pessoa. Ao apresentar a chapa para deputados federais em Princesa, João Pessoa deixou de fora o coronel Zé Pereira, que era deputado estadual, seus amigos e correligionários, inclusive o ex-governador João Suassuana, pai do hoje famoso escritor Ariano Suassuna. Tal ofensa, fez o coronel José Pereira romper com João Pessoa, que era candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas e, declarou apoio aos seus adversários no plano nacional. Pessoa então destituiu o prefeito, o vice-prefeito e o promotor de Princesa que eram ligados ao coronel e mandou tropas da polícia militar para Teixeira, cidade vizinha, para acabar com a rebelião. 


José Pereira e sua tropa
O coronel Pereira, mandou a Teixeira, 120 bem armados para retomar a cidade que fazia parte do seu curral eleitoral. Esta batalha aconteceu em fevereiro de 1930 e a vitória foi do coronel. Em maio, Pessoa faz nova investida enviando 220 soldados e jagunços para atacar Princesa. Os homens do coronel armam uma emboscada onde morrem mais de 100 pessoas.

Animado com as vitórias, o coronel proclama o Território Livre de Princesa, desligado da Paraíba, mas subordinado ao governo federal, com bandeira, hino, exército e leis próprias. Como dominar Princesa estava muito difícil, João Pessoa manda um avião lançar panfletos sobre a cidade, ameaçando um bombardeio aéreo, caso a população, fechada com o coronel, não depusesse as armas. A cidade ainda não tinha visto um avião, apesar disso, balas não faltaram tentando derrubá-lo. Um dos jagunços chegou a dizer: "derrubar não derrubamos, mas caiu pena do rabo pra todo lado". Eram os panfletos amarrados a pedras. Além de não se intimidar o coronel aumenta a sua tropa, para 1.200 homens e começa a ampliar as fronteiras de Princesa.  

Nesse meio tempo, João Dantas, advogado, rico, mulherengo e amigo do coronel, vinha sofrendo humilhações por parte de Pessoa, culminando com a apreensão das cartas de suas inúmeras namoradas, que foram coladas em muitas paredes da Paraíba. Era uma rusga pessoal entre ele e Pessoa, a quem jurou vingança publicamente. Cumpriu a sua jura em 26.06.1930, numa confeitaria de Recife. Este episódio mudaria completamente o rumo do Território Livre de Princesa e pasmem, da história do Brasil.

Morto João Pessoa, Pereira que não tinha nada com isso, declarou Princesa novamente município paraibano. Entretanto, A Aliança Liberal de Getúlio que havia perdido a eleição, usou o episódio para acusar o Washington Luís e seu candidato eleito, Júlio Prestes, de mandantes. O corpo de João Pessoa foi levado ao Rio numa viagem de 10 dias e mostrado nas cidades do caminho como um crime político. Funcionou, houve comoção nacional.

Com isso, Getúlio, encarnando o papel de vítima, sai do Rio Grande do Sul com enorme tropa, amarra seu cavalo na avenida Central, na capital federal, e assume o poder, já recuperado pelos militares dias antes. Sem apoio do governo federal e indiretamente implicado no assassinato de João Pessoa, Pereira e seus amigos mais chegados tiveram que fugir. 

Assim termina a história do território Livre de Princesa, deixando muitas outras estórias paralelas, como a que Luiz Gonzaga conta na música Xanduzinha, que você pode ver no vídeo abaixo. Marcolino, amissíssimo de Lapião, era irmão da esposa de José Pereira e protaginizou uma bela história de amor sertaneja com Xanduzinha. José Pereira também foi cantado na música "Paraíba", de Luiz Gonzaga.






Fonte:http://desenvolvimentomunicipal.blogspot.com.br/

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Analise: As conjecturas políticas para 2014 ao governo da Paraíba

Por: Ricardo Júnior

As eleições para governador da Paraíba já esta se aproximando faltam apenas 09 meses para o pleito que será realizado no dia 05 de outubro, entre as constantes correrias para recadastramento de títulos eleitorais, corre por fora as conjecturas políticas-partidárias. "Quem apoia quem?", "O senador Cássio mantem a dobradinha que obteve sucesso no pleito de 2010, ou opta pela candidatura majoritária do PSDB ao governo do estado?", são conjecturas que só saberemos no transcorrer das águas

Política acima de tudo é uma conversa, é um ato cívico e natural do homem, a vida é dotada de política, e seguindo esse enveredamento estão ocorrendo ponderações internas em partidos políticos, o processo de filiação partidária já foi um ato consumado. Quem fez, fez, quem não o  fez não será dessa vez.

 O tempo voa, a pouco estávamos no pleito para elegermos nossos representantes municipais, atualmente nos encontramos fixados aos noticiários de rádios, TVs, sites e blogs sobre o futuro político das figuras principais do espetáculo, queria eu que fossemos nós os eleitores as figuras principais e não meros coadjuvantes, infelizmente a política não é conduzida dessa forma, o que vale mais acima dos valores sociais são os valores particulares daqueles que se apresentam como opções de votos para conduzir o nosso povo, seja qual for o nosso rumo.


E foi assim que em 2010 começamos a trilhar um "novo caminho", apoiado pelo senador Cássio Rodrigues Da Cunha Lima, inegavelmente é na atualidade uma das maiores figuras políticas do estado, Ricardo Coutinho fora eleito em dois pleitos pelo voto soberano das urnas, o povo paraibano depositou em suas mãos a esperança de novos horizontes e dias melhores, tais novos horizontes e dias melhores inclusive foram prometidos em seus engenhosos guias eleitorais. As promessas foram cumpridas? Ca entre seus botões tire suas próprias conclusões!

O seu maior aliado na campanha de 2010 o senador Cássio hoje esta ponderando se continua com a aliança PSB/PSDB, ou se lança sua própria candidatura, para alguns tucanos que tem interesse na majoritária para o senado como por exemplo o senador Cícero Lucena que asseverou, "é o clamor do povo que o chama para voltar a conduzir a Paraíba pra rota do crescimento e desenvolvimento", por outro lado existem aqueles que preferem manter a aliança com o PSB, é o caso da deputado Iraê Lucena (filha do saudoso senador Humberto Lucena) Assevera "Cássio e Ricardo Coutinho juntos são fortes e a Paraíba ganha muito com isso". Vale ressaltar que o governador Ricardo Coutinho a preço de hoje tem a maioria dos prefeitos do seu lado, o que o torna ainda mais osso duro de roer, não é fácil enfrentar a maquina do governo e a maioria dos prefeitáveis, esse é um dos diversos desafios que a oposição irá ter que superar, e haja panos na manga.

Entre esse chove mais não molha, o senador asseverou em todos os veículos de comunicação que tratou a respeito desse embrolho que quem decidirá serão os tucanos, mas em 2010 quem decidiu se aliar a Ricardo não foram  "os tucanos" e sim "o tucano", esse episodio no qual me recordo bem, a grande maioria desejava Cícero Lucena na disputa por aquele pleito, esse detalhe é no mínimo estranho, não acham?

As ultimas declarações do senador Cássio são no mínimo preocupantes para aqueles que ainda sonham em ver a dobradinha mantida em 2014. Pois o senador fez duras críticas as áreas da saúde e segurança pública.
E como a maior liderança do estado, também recai sob si a grande responsabilidade em tomar uma decisão importante para o rumo político do partido, é um verdadeiro jogo de xadrez, astucia e experiencia para o senador  não lhe falta, afinal ele é uma raposa velha da política.
 Continua, ou rompe? O tempo responderá, aguardemos...

O blocão composto pelo PT/PSC/PP tem 02 pré candidatos, a ex-vereadora Nadja Palitot (PT) apoiada pelo prefeito da capital Luciano Cartaxo e seus seguidores Petistas, tangente a pré-candidatura do PT temos o também pré-candidato o jovem deputado federal Leonardo Gadelha (PSC), "comendo pelas beiradas" como diz o dito popular o Ministro Aguinaldo Ribeiro deixou a entender que poderá ser pré candidato ora, ao governo, ora ao senado, porém sua ultima declaração ele afirma que será novamente candidato a deputado federal, vai entender a cabeça desse povo.

Nonato Bandeira alega que  seu partido o PPS  não  faz parte do blocão, também   fez algumas criticas a forma que foi postulada a pré-candidatura do PMDB, alegando que o ex-prefeito de Campina Grande Veneziano esta sendo empurrado por guela abaixo pelo presidente estadual do PMDB o ex-governador José Maranhão sem consultar os outros oposicionistas. Ainda afirmou que com Cássio pré-candidato o cenário é um, e sem Cássio na disputa o cenário é outro.Obvio!
 Deixou transparecer diversas vezes que postulada a pré candidatura do Tucano, ele buscaria unir os ideais do Blocão aos do PSDB para poder derrubar o seu ex-aliado o governador Ricardo Coutinho, e lançar Cássio como o candidato principal da oposição, deixando o cabeludo do PMDB a ver navios. Sem contar que sites já levantaram a hipótese do Nonato ser coordenador de Campanha de Cássio, mas o mesmo nega as especulações, recentemente os dois estiveram jantando juntos em João Pessoa, o que será que rolou naquele jantar? Seria mesmo verdade tal especulação? O jeito é esperar pra ver!

Por que Nonato Bandeira rompeu com Ricardo Coutinho? Simples, porque o Governador Ricardo não o lançou candidato a prefeitura municipal de João Pessoa no pleito de  2012. E você ainda duvida que política partidária não é um jogo de interesses? Esse papo de ideologia é papo furado, mas vamos seguindo nosso analise...

Ao meu ver o blocão é uma verdadeira torre de babel, onde cada um que use um discurso diferente, falam tanto em debate democrático entre eles e nada é resolvido, me parece que estão aguardando a resolução do embrolho do PSDB, por mais que o prefeito Luciano Cartaxo diga que o PT não esta sendo Cássio dependente, mas o que deixa transparecer é a dependência, até porque como já disse a umas linhas anterior, no blocão nada foi resolvido ainda, a unica convicção que eles tem é que são oposição ao governador.

Wilson Santiago do PTB, aquele que no pleito de 2010 era candidato ao senado pelo PMDB, hoje navega num mar de indecisões assim como o blocão, porém a diferença é que Wilson esta sozinho, e ainda cogita apoiar Ricardo Coutinho. Wilson quer uma majoritária, seja no senado, ou, até mesmo no governo, porém o ex-senador não tem um sequer projeto a oferecer aos paraibanos, vai terminar voltando a disputar uma cadeira na câmara federal.

E fechando meu analise trago o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, pré candidato do PMDB,o cabeludo vem de 02 mandatos consecutivos, quebrou durante 8 anos a hegemonia municipal do grupo comandado pelo senador Cássio Cunha Lima, vencendo por 02 vezes em 04 eleições o atual pré-candidato ao senado pelo PSD e vice governador do estado, Rômulo Gouveia. O cabeludo como é assim chamado, não obteve exito no pleito de 2012 para sua sucessão, sua candidata a Dra Tatiana que fora derrotada esmagadoramente pelo deputado federal Romero Rodrigues (PSDB).
De lá pra cá o ex-prefeito de Campina foi apresentado aos paraibanos ainda em 2013 como o pré-candidato ao governo do estado, tendo o aval de líderes que poderiam disputar o pleito desse ano como é o caso do deputado Manoel Júnior e o próprio presidente estadual do PMDB  Zé Maranhão. "Zé", aquele mesmo que foi derrotado por 02 vezes seguida em pleitos passados, o fato é que o "Zé" é ruim de voto!

Veneziano é uma aposta que o PMDB traz para os paraibanos, o "pensando Paraíba" é o projeto que o cabeludo e seus correligionários vem peregrinando por toda Paraíba, debatendo com o povo os problemas atuais que o estado se encontra e suas possíveis resoluções. Seus crescimento em enquetes de rádios e sites é notório, porém o que vale é o período eleitoral de fato, pesquisas apontavam Daniella Ribeiro na liderança absoluta para a prefeitura de Campina Grande em 2012 antes do pleito, e qual foi o resultado? Nem para o 2° turno ela foi. Recentemente o ex-prefeito de Campina Grande esteve em reunião com o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, será Luciano Agra o vice de Veneziano? ou Agra será seu candidato ao senado? Fala-se que ao senado o nome mais cotado é o do deputado federal Wellington Roberto detentor de muitos votos no sertão.

Cássio candidato, ou mantem a dobradinha com Ricardo Coutinho?
Nonato Bandeira coordenador de campanha de Cássio?
Quem será o representante do Blocão? E se é que terão representantes...
Wilson Santiago sai de cima do muro? Apoia quem?
Veneziano e Angra juntos?
Wellington Roberto pro senado apoiado pelo PMDB, Manoel Júnior, ou Luciano Agra?


A essas  indagações só o futuro responderá!








domingo, 26 de janeiro de 2014

Breve analise de Carlos Lacerda, Jango e Brizola

A meu ver, nos anos 60, o governador Leonel Brizola era revolucionário (socialista clássico), e o presidente João Goulart, reformista (social-democrata). Não haveria oposição entre eles, mas incompatibilidade política.
Na formação da Frente Ampla, em Montevidéu, o ex-presidente Goulart proibiu o ex-governador Lacerda, articulador da aliança política, de incluir Brizola, sob pena dele próprio se excluir do acordo.
Após a revolução civil-militar de 1964 e da contra-revolução militar de 1968 (AI-5), quando da “redemocratização”, o ex-governador Brizola retorna à política bem mais amadurecido e social-democrata (PDT), porque o Brizola do início era mais “barra pesada”.

Carlos Lacerda, Jango e Lionel Brizola.

A oportunidade perdida foi o ex-governador Lacerda (foto) não ter podido chegar a Presidência da República, porque ele tinha a visão correta de crescimento da economia dentro de uma visão nacionalista, com um Estado forte, fornecedor das condições de segurança jurídica e infraestrutura, indutor do desenvolvimento, mas tendo como setor prioritário absoluto a empresa privada nacional.
A empresa privada é muitíssimo mais dinâmica e produtiva, porque opera sob o regime da meritocracia, em oposição à empresa estatal, que se vê muito prejudicada pela influência política. As estatais devem ser usadas no setor de infraestrutura e certas áreas estratégicas da nação, as multinacionais ficando sempre em segundo plano.

AUMENTO DA MASSA SALARIAL
No plano social, Lacerda defendia pleno emprego e redistribuição da renda via aumento da massa salarial em relação ao PIB, sem arrocho salarial e anualmente repassando aos trabalhadores públicos e privados Inflação + Produtividade + Participação nos Lucros. Isso ficou claro desde a sua crítica do Plano de Estabilidade Econômica do governo Castello Branco, feito pelo economista ortodoxo Roberto Campos em 1964.

A excelente gestão de Lacerda no Rio de Janeiro (Estado da Guanabara) já tinha sido uma amostra de como seria seu governo no Brasil. Nenhuma criança sem escola (sem dúvida, teria dado prioridade à criança pobre no seu governo no Brasil. Seus principais lemas sempre foram “Lei igual para todos” e “Tentar dar oportunidades iguais para todos”.
A meu juízo, Carlos Lacerda seria um “JK com os pés no chão”, e um Brizola “expurgado de radicalismos”. Não era perfeito, mas tinha a visão correta para o desenvolvimento político-social do Brasil. Pena que as coisas tomaram outro rumo de 1968 para diante.

Artigo publicado no site Tribuna da Internet

Ex-escravos lembram rotina em fazenda nazista no interior de SP

Gibby Zobel
BBC World Service, Campina do Monte Alegre (SP)


Em uma fazenda no interior de São Paulo, 160 km a oeste da capital, um time de futebol posa para uma foto comemorativa. Mas o que torna a imagem extraordinária é o símbolo na bandeira do time - uma suástica.

A foto, provavelmente, foi tirada após a ascensão nazista na Alemanha, na década de 1930.

"Nada explicava a presença dessa suástica aqui", conta José Ricardo Rosa Maciel, ex-dono da remota fazenda Cruzeiro do Sul, perto de Campina do Monte Alegre, que encontrou a foto, por acaso, um dia.
Mas essa foi, na verdade, sua segunda e intrigante descoberta. A primeira tinha ocorrido no chiqueiro.
"Um dia, os porcos quebraram uma parede e fugiram para o campo", ele disse. "Notei que os tijolos tinham caído. Achei que estava tendo alucinações".
Na parte debaixo de cada tijolo estava gravada uma suástica.


É sabido que no período que antecedeu a Segunda Guerra, o Brasil tinha fortes vínculos com a Alemanha Nazista. Os dois países eram parceiros comerciais e o Brasil tinha o maior partido fascista fora da Europa, com mais de 40 mil integrantes.
Mas levou anos para que Maciel, com o auxílio do historiador Sidney Aguillar Filho, conhecesse a terrível história que conectava sua fazenda aos fascistas brasileiros.

Ação Integralista

Filho descobriu que a fazenda tinha pertencido aos Rocha Miranda, uma família de industriais ricos do Rio de Janeiro. Três deles - o pai, Renato, e dois filhos, Otávio e Osvaldo - eram membros da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização de extrema direita simpatizante do Nazismo.
A família às vezes organizava eventos na fazenda, recebendo milhares de membros do partido. Mas também existia no lugar um campo brutal de trabalhos forçados para crianças negras abandonadas.
"Descobri a história de 50 meninos com idades em torno de 10 anos que tinham sido tirados de um orfanato no Rio", conta o historiador. "Foram três levas. O primeiro grupo, em 1933, tinha dez (crianças)".

Osvaldo Rocha Miranda solicitou a guarda legal dos órfãos, segundo documentos encontrados por Filho. O pedido foi atendido.
"Ele enviou seu motorista, que nos colocou em um canto", conta Aloysio da Silva, um dos primeiros meninos levados para trabalhar na fazenda, hoje com 90 anos de idade.
"Osvaldo apontava com uma bengala - 'Coloca aquele no canto de lá, esse no de cá'. De 20 meninos, ele pegou dez".
"Ele prometeu o mundo - que iríamos jogar futebol, andar a cavalo. Mas não tinha nada disso. Todos os dez tinham de arrancar ervas daninhas com um ancinho e limpar a fazenda. Fui enganado".
As crianças eram espancadas regularmente com uma palmatória. Não eram chamadas pelo nome, mas por números. Silva era o número 23.
Cães de guarda mantinham as crianças na linha.
"Um se chamava Veneno, o macho. A fêmea se chamava Confiança", conta Silva, que ainda mora na região. "Evito falar sobre esse assunto".

Aloysio Silva
Aloysio Silva era conhecido apenas pelo número 23

Até as vacas da fazenda recebiam a suástica
Argemiro dos Santos é outro dos sobreviventes. Quando menino, foi encontrado nas ruas e levado para um orfanato. Um dia, Rocha Miranda veio buscá-lo.

"Eles não gostavam de negros", conta Santos, hoje com 89 anos.
"Havia castigos, deixavam a gente sem comida ou nos batiam com a palmatória. Doía muito. Duas batidas, às vezes. O máximo eram cinco, porque uma pessoa não aguentava".
"Eles tinham fotografias de Hitler e você era obrigado a fazer uma saudação. Eu não entendia nada daquilo".
Alguns dos descendentes da família Rocha Miranda dizem que seus antepassados deixaram de apoiar o Nazismo antes da Segunda Guerra Mundial.
Maurice Rocha Miranda, sobrinho-bisneto de Otávio e Osvaldo, também nega que as crianças eram mantidas na fazenda como "escravos".
Em entrevista à Folha de São Paulo, ele disse que os órfãos na fazenda "tinham de ser controlados mas nunca foram punidos ou escravizados".
O historiador Sidney Aguillar Filho, no entanto, acredita nas histórias dos sobreviventes. E apesar da passagem do tempo, ambos Silva e Santos - que nunca mais se encontraram desde o tempo em que viveram na fazenda - fazem relatos muito parecidos e perturbadores de suas experiências.
Para os órfãos, os únicos momentos de alegria eram os jogos de futebol contra times de trabalhadores das fazendas locais, como aquele em que foi tirada a foto onde se vê a bandeira com a suástica. (O futebol tinha papel fundamental na ideologia integralista.)

Argemiro Santos ainda guarda a medalha de ouro que ganhou.
"A gente se reunia para bater bola e a coisa foi crescendo", diz Santos. "Tínhamos campeonatos, éramos bons de futebol."
Mas depois de vários anos, ele não aguentava mais.
"Tinha um portão (na fazenda) e um dia eu o deixei aberto", ele conta. "Naquela noite, eu fugi. Ninguém viu".
Santos voltou ao Rio onde, aos 14 anos de idade, passou a dormir na rua e trabalhar como vendedor de jornais. Em 1942, quando Brasil declarou guerra contra a Alemanha, Santos se alistou na Marinha como taifeiro, servindo mesas e lavando louça.
Depois de trabalhar para nazistas, Santos passou a lutar contra eles.
"Estava apenas prestando um serviço para o Brasil", explica. "Não sentia ódio por Hitler, não sabia quem ele era".
Santos saiu em patrulha pela Europa e depois passou um período, ainda durante a guerra, trabalhando em navios que caçavam submarinos na costa brasileira.
Hoje, Santos é conhecido, na comunidade onde vive, pelo apelido de Marujo. E se orgulha de um certificado e uma medalha que recebeu em reconhecimento por seus serviços durante a guerra.
Mas ele também é famoso por suas proezas futebolísticas, jogando como meio de campo em vários grandes times brasileiros na década de 1940.
"Naquela época, não existiam jogadores profissionais, éramos todos amadores", diz. "Joguei para o Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama... Os jogadores eram todos vendedores de jornais e lustradores de sapatos".
Hoje, Santos vive uma vida tranquila com a esposa, Guilhermina, no sudoeste do Brasil. Eles estão casados há 61 anos.
"Eu gosto de tocar meu trompete, de sentar na varanda e tomar uma cerveja gelada. Tenho muitos amigos e eles sempre aparecem para bater papo", conta.
As lembranças do tempo difícil que passou na fazenda, no entanto, são difíceis de apagar.
"Quem diz que sempre teve uma vida boa desde que nasceu está mentindo", diz Santos. "Na vida de todo mundo acontecem coisas ruins".



Fonte: http://www.bbc.co.uk