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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Judeu brasileiro estrangulou dezenas de nazistas, revela livro

Autoridades alemãs e israelenses participam de ato em memória dos 40 anos do massacre das Olimpíadas de Munique.

Zvi Steinberg é um nome completamente desconhecido dos brasileiros, mas até hoje é adorado, venerado e mesmo invejado --em segredo-- por muitos judeus. Zvi era um brasileiro que, com as próprias mãos, estrangulou dezenas de nazistas a partir de 1945. Sua técnica mortal, precisa e rápida foi mantida em segredo por muito tempo.

Ele tinha 36 anos quando passou a agir com as células de extermínio de nazistas, mas há poucas informações além disso. Sabe-se, porém, que era brasileiro e que fez parte do embrião do Mossad israelense, talvez o mais  eficiente serviço de inteligência e ação militar do mundo. É o que conta o escritor Eric Frattini no livro "Mossad , Os Carrascos do Kidon", recém-lançado no Brasil pela editora Seoman.

Apesar de ter contado com a ajuda de muitas autoridades israelenses, inclusive do próprio Mossad, houve um grande lobby em Israel para que o livro não fosse lançado lá. "Mossad" é um assunto proibido naquele país. A sociedade respeita demais a organização para querer comentá-la publicamente, ou que outros façam isso.

Eric Frattini revela que no fim e logo depois da 2ª Guerra, militares judeus se uniram em inúmeras células e deram início a um  processo de vingança sistemática contra os alemães nazistas, que haviam exterminado milhões de judeus em ataques com armas, incêndios criminosos e em campos de concentração. Boa parte deles ou ainda estava solta ou mofava lentamente em prisões controladas pelos Aliados.

Baseados na lei do Velho Testamento --olho por olho e dente por dente--, os judeus não esperaram nenhuma providência por parte dos Aliados, que estavam mais preocupados em esquecer o medonho passado recente e fornecer dinheiro emprestado (a juros, claro) para a reconstrução da Europa e do Japão, destruídos. Além disso, tinham de enfrentar o mais novo inimigo, a poderosa União Soviética.

Acontece que judeus não são de esquecer, ainda mais quando sofrem infâmia e tentativas de extermínio. E nada de prato frio. Trataram de comer sua vingança fumegando, mesmo sabendo que ela não seria nem sequer um resíduo perto do massacre de milhões de compatriotas assassinados nas décadas anteriores.

Desde 1944, algumas células incipientes já faziam incursões específicas contra casas e abrigos de  nazistas --então deprimidos e certos da derrota-- para promover a resposta a mais de uma década de confisco, torturas e assassinatos.   

Assim que o conflito acabou,  em 1945, esses grupos se organizaram e, sistematicamente, saíam todas as noites atrás de nazistas. "Aqueles que nunca esquecem", deixavam escrito em bilhetes perto dos corpos dos  abatidos.

Um dos casos mais impressionantes (e pouco conhecidos) ocorreu em Nuremberg, quando judeus se inflitraram numa padaria que fornecia pães a 15 mil oficiais nazistas mantidos em cárcere por soldados dos EUA. Os judeus obtiveram dois quilos de arsênico  e passaram uma madrugada pincelando com o veneno cerca de 3.000 pães.

Contabilizavam que se cada pão --único alimento servido na prisão-- fosse dividido por três prisioneiros, envenenariam ao menos 12 mil nazistas.

Ninguém sabe até hoje quantos morreram, os Aliados jamais revelaram. Sabe-se que entre 3.000 e 5.000 foram envenenados, mas muitos foram salvos por médicos norte-americanos. Outros sofreram graves sequelas.

Morte em segundos
O brasileiro Zvi Steinberg foi um dos mais eficientes no quesito "eliminação". Chegou a matar um nazista com apenas uma mão. Esmagou-lhe a traquéia quando este estava calmamente sentado em seu carro, como um justo. Com um movimento rápido, Zvi enfiou a mão dentro do carro, fez o "serviço" e foi embora em segundos. Só descobriram o corpo horas mais tarde, quando ele estava muito longe.

Outra história relatada no livro, desabonadora para o Brasil, afirma que militares brasileiros não só ajudaram a abrigar dezenas de nazistas, mas também deram a eles novos documentos.

Frattini teve acesso inédito a documentos das FDI (Forças de Defesa de Israel), do FBI, de alguns arquivos históricos do próprio Mossad e dos serviços de Inteligência da Jordânia, da Austrália e da França.

Diferentemente de boa parte dos livros que tratam de espionagem (basta ver a extensa bibliografia "chapa branca" que existe sobre CIA e FBI, por exemplo), o livro do espanhol  esmiúça não só as glórias, mas também os enormes erros cometidos pelo Mossad.

São 16 operações relatadas em 357 páginas de texto e 26 páginas de fotos com os protagonistas --mocinhos e bandidos. Não há foto do brasileiro Zvi e nenhum detalhe sobre sua biografia. Além do livro de Frattini, ele é citado "en passant" em alguns verbetes na internet sobre o Mossad e em alguns poucos textos israelenses. No entanto, é uma espécie de mito para o povo judeu.

Militares brasileiros pró-nazistas
Sobre o Brasil, o livro afirma que nossos militares, por meio de seus embriões de serviços de inteligência nos anos 1950 e meados de 1960, e depois por meio do Doi-Codi, providenciaram identidades e passaportes falsos, além de protegerem muitos oficiais nazistas que fugiram da Alemanha a partir de 1945.

Sobra, inclusive, para  o Vaticano. Segundo documentos oficiais obtidos por israelenses, todos pesquisados pelo escritor, a Santa Sé foi a maior emissora de passaportes falsos a nazistas do mundo. Foram milhares. Os alemães escapavam em embarcações, faziam inúmeras escalas para despistar eventuais espiões e quase sempre acabavam em algum país comandado por ditadores, na América do Sul.

Exceto os nazistas considerados gênios da matemática, da física e da química. Esses foram diretamente para os Estados Unidos, onde também receberam proteção e novo emprego: foram fundamentais para o desenvolvimento do programa espacial dos EUA.  Brasil, Argentina e Bolívia, no entanto, receberam a escória da escória. Além de maléficos, uns inúteis.

Um dos "protegidos" dos militares brasileiros", diz Frattini, foi o demoníaco Josef Mengele, chamado de o "anjo da morte" -- um epíteto injusto até, pois foi bem pior que isso.

Durante anos Mengele fez as mais inconcebíveis e estarrecedoras experiências médicas (sic) com judeus no papel de cobaias. Transplantes de órgãos de animais em pessoas, implantação de objetos, aplicação de substâncias mortais, esquartejamentos e dissecações foram alguns de seus "experimentos". Tudo para simplesmente para "ver reações" fisiológicas.

O perverso Mengele morreu afogado, em Bertioga, em 1979. O longo braço de Israel não o apanhou.

Nesse trecho do livro Frattini comete um erro ao creditar ao Doi-Codi todo o aparato de proteção aos nazistas que existiu no Brasil. Acontece que esse orgão de repressão só foi criado no final dos anos 1960, em plena ditadura militar, a partir da chamada Oban (Operação Bandeirante). Mas a essência está correta: alguns militares na América do Sul, como hoje é sabido, ajudaram nazistas a escapar da Alemanha e a se esconder  no continente.

Livro parece filme de ação
Qualquer uma das 16 histórias relatadas na obra poderia se tornar um eletrizante filme de ação. Algumas, inclusive, já viraram, como "Munique", de Steven Spielberg, e "Eichmann", do diretor Robert Young.

Entre os raros erros do Mossad relatados estão o assassinato na Noruega de um inocente garçom marroquino, confundido com um dos "cabeças" do massacre de judeus na Vila Olímpica de Munique, em 1972.

Outro caso descrito como um verdadeiro thriler de ação foi a trapalhada de agentes secretos judeus que envenenaram um terrorista em plena rua, na Jordânia. Os "kidon" (que significa baioneta) usaram um aerossol com veneno e o aplicaram no ouvido do terrorista, mas acabaram apanhados pela polícia local.

Com dois agentes ameaçados pessoalmente pelo rei Hussein (1935-1999) de enforcamento, Israel teve de providenciar às pressas o antídoto para o veneno e amargar um novo fracasso.

Muita gente ao redor do mundo critica essa política de olho por olho e dente por dente. Dizem que, se essa máxima se espalhar, o mundo terminará com todos cegos e banguelas.

De fato. Mas quem pode controlar o sentimento de vingança de um povo que foi perseguido durante toda a história e que foi dizimado sob tanta crueldade, ignorância e silencio do resto do mundo? Pior: sabendo que esses mesmos Aliados ainda forneceriam guarida e proteção aos assassinos, que morreriam em liberdade e provavelmente em paz?

Foto de arquivo sem data mostra o oficial do Partido Nazista e chefe da SS, Heinrich Himmler, em local desconhecido na Alemanha.










Sim, os "kidon" formavam e ainda formam um esquadrão da morte, agem fora das leis internacionais e muitas vezes operam inclusive sem qualquer autorização em outros países, inclusive inimigos. Podem estar caçando nazistas neste momento, no Brasil, e jamais saberemos. Alguém se habilita a (tentar) apanhá-los?

Heinrich Himmler (1900-1945), comandante nazista e braço operacional de Hitler, certa vez fez troça do massacre que seus homens perpretavam. Ele comparou o massacre de judeus a uma simples matança de "ratos de esgoto".

Porém, assim como o "patrão" Hitler, quando a guerra acabou ele não teve coragem de enfrentar os sobreviventes entre aqueles que chamou de roedores. Preferiu dar cabo da própria vida na prisão. Nem coragem para ser enforcado ele teve. Fugiu da vida antes que o longo braço de Israel o alcançasse.

Quantos outros Himmlers ainda não estão por aí, vivos e envelhecendo como justos? Bem, há aqueles que nunca esquecem.

Livro: "Mossad - Os Carrascos do Kidon - A história do Temível Grupo de Operações Especiais de Israel".

Fonte:http://noticias.uol.com.br

terça-feira, 20 de maio de 2014

Os Vikings



Vingança Viking - A Temida Águia de Sangue




Com base no texto da Smithsonian Magazine

Desde a década de 1960, os Vikings e muito de sua cultura passaram por uma espécie de filtro revisionista que suavizou a sua violenta fama.

Até então, as estórias mais frequentes a respeito dos povos da Dinamarca e Noruega no curso da Idade das Trevas, os apresentava como guerreiros sanguinários, que matavam, destruíam e pilhavam outros povos. Se eles não estavam cultuando seus deuses pagãos, estavam navegando em seus navios de batalha para saquear monastérios, estuprar virgens e conquistar um lugar de destaque na história, como homens ferozes e obstinados.

Mas as coisas começaram a mudar a partir da publicação do influente livro "The Age of Vikings" de Peter Sawyer em 1962 que redimiu, ao menos em parte, os vikings. Atualmente, muitos historiadores continuam afirmando que a fama desses povos como guerreiros ferozes, dados a estuprar e assassinar, é um exagero que encobre o fato deles serem na verdade comerciantes e exploradores. As realizações dos povos escandinavos são muito laureadas - eles navegaram até a América e alguns acadêmicos chegaram ao ponto de apontá-los como agentes que estimularam a economia, que foram "vítimas de inimigos em maior quantidade", e até (como um estudo da Universidade de Cambridge sugeriu) "homens que preferiam se embelezar, a pilhar", que chegavam a carregar instrumentos para remover a cera dos ouvidos. Para citar o arqueólogo Francis Pryor, eles "se integravam em comunidade" e "aceitavam o sistema de propriedade" nas nações que invadiram.
var Boneless, um dos mais temidos guerreiros
Os Vikings realmente construíram uma civilização, eles possuíam fazendas e trabalhavam metal com habilidade. Mas, como aponta o medievalista Jonathan Jarrett, as evidências históricas também demonstram que eles capturavam milhares de escravos e mereciam sua reputação como temíveis guerreiros e mercenários. Eles podiam ser  inimigos implacáveis e gananciosos, e ao longo dos séculos levaram vários reinos fortes e ricos (como, por exemplo, a Inglaterra Anglo-Saxã) a beira do colapso. Na maior parte do tempo, os mesmos homens que trabalhavam nas fazendas e na metalurgia eram também responsáveis por estuprar e matar - afinal era um imperativo que eles tivessem de buscar outras fontes de sustento, no caso pilhando, sobretudo quando o solo pobre de sua terra não rendia bons resultados. Finalmente, como Jarrett destaca, se embelezar e ainda assim continuar sendo um soldado brutal, não é uma contradição. Um dos guerreiros vikings morto na Batalha de Stamford Bridge em 1066 por exemplo, atendia pelo nome de Olaf, the Flashy (Olaf, o Espalhafatoso).

Sempre foi um problema para os historiadores, que defendem terem os vikings sido um povo "incompreendido", explicar a inclinação deles - pelo menos da forma como eles são retratados em sagas e crônicas - para sangrentos Rituais de Morte. Entre as muitas vítimas iminentes dessas práticas, nós podemos citar o Rei Saxão Edmund, o Mártir - que morreu em 869, amarrado a uma árvore, após ser cruelmente açoitado e servir de alvo para arqueiros dinamarqueses que "o cobriram com tantas flechas, que ele teria ficado parecido com um porco-espinho". Outro que sofreu nas mãos dos vikings foi Aella, Rei da Northumbria, que em 867 passou pela mais terrível das provações impostas pelos povos Vikings aos seus inimigos, o ritual conhecido como "Águia de Sangue".

Não é preciso procurar muito para encontrar descrições explícitas sobre que tipo de execução medonha era a águia sangrenta. Em sua versão mais elaborada, ilustrada por Sharon Turner em History of the Anglo-Saxons (1799) ou por J.M. Lappenberg em seu History of England Under the Anglo-Saxon Kings (1834), o ritual envolvia vários estágios distintos:

Primeiro a vítima era amarrada e imobilizada, com a face para baixo e as costas esticadas; em seguida, a forma de uma águia com as asas abertas era desenhada nas suas costas com carvão ou com a lâmina de uma faca. Depois disso, as costelas eram quebradas com um machado, uma por uma, os ossos e a carne puxados para trás a fim de criar a imagem do que parecia ser um par de asas brotando nas costas do sujeito. A vítima, segundo relatos, poderia muito bem sobreviver a essa tortura, experimentando uma agonia, nos termos de Turner, "ampliada pelo sal", - uma vez que sal grosso era esfregado dentro da enorme ferida. Depois disso, os pulmões expostos eram puxados para fora do corpo e esticados sobre as "asas", oferecendo às testemunhas uma ilusão de que elas estariam batendo, a medida que os pulmões se enchiam de ar e se esvaziavam, até finalmente a vítima expirar.

A temível Águia de Sangue
No século XIX, muitos historiadores aceitavam que a águia sangrenta além de ser profundamente desagradável, era muito real. De acordo com o eminente medievalista J.M. Wallace-Hadrill, é possível que não apenas Aella da Northumbria mas também Halfdán, o filho de Harald Finehair, Rei da Noruega, e o Rei irlandês Maelgualai de Munster; e em algumas interpretações até mesmo Edmund, o Mártir possam ter sofrido esse mesmo destino.

Para colocar essas alegações em um contexto, é necessário salientar que todos esses nobres morreram no final do século IX e início do século X, e que pelo menos dois deles Aella e Edmund - foram mortos por Ivarr the Boneless (Ivar, sem Ossos), o mais temido Viking de sua época. Ivarr, era filho do igualmente notório Ragnarr Loðbrók, cujo nome pode ser traduzido como "Ragnar Calças Peludas". Ragnarr foi supostamente o viking que saqueou Paris em 845, e - ao menos de acordo com o documento medieval islandês Þáttr af Ragnars sonum (Tale of Ragnar’s Sons - A História dos Filhos de Ragnar) ele morreu após seu barco naufragar na costa do reino Anglo-Saxão da  Northumbria. Capturado pelo monarca local, ele teria sido executado de forma incomum: lançado em uma cova repleta de víboras venenosas.

Analisando esse background compreende-se que a horrível morte de Aella parece ter sido motivada por vingança, uma vez que era ele o governante que capturou Ragnarr Loðbrók. Talhando a águia de sangue nas costas de Aella, Ivarr estava vingando a morte de seu pai. Mais que isso, os Vikings demonstraram a sua fúria com a morte de Ragnarr aparecendo na Inglaterra com um enorme exército nessa mesma época. Uma vez que esse exército e a depredação que ele causou no país foram o motor de alguns dos episódios vitais na história Anglo-Saxã - nada menos que a ascensão do Rei Alfred, o Grande, não é de surpreender que muitos respeitados acadêmicos aceitaram a realidade histórica, como o eminente Patrick Wormald, que chamou essa forma de execução de "ritual feroz de sacrifício".

Talvez, o mais proeminente defensor da "Águia de Sangue" como um ritual verdadeiro tenha sido Alfred Smyth, o controverso especialista irlandês sobre a história dos Reis da Escandinávia nas Ilhas Britânicas no século IX. Para Smyth, a cova das víboras preparada pelo Rei Aella da Northumbria soa como um exagero (uma conclusão sensata, dada a escassez de serpentes venenosas na Inglaterra), enquanto a águia de sangue soa perfeitamente plausível:  

É difícil acreditar que os detalhes sobre essa carnificina tenham sido inventados por copistas medievais noruegueses... os detalhes explicam precisamente do que trata a águia de sangue... [e] de fato o termo bloðorn existe como um conceito no idioma nórdico antigo, indicando uma forma de justiça pelas próprias mãos

O trágico destino de Ragnarr

Para amparar a sua tese, Smyth cita a Saga de Orkneyinga - um relato islandês do final do século XII escrito pelos Condes de Orkney, no qual outro famoso líder Viking, Earl Torf-Einar, entalha a Águia de Sangue nas costas de seu inimigo Halfdán Long-legs (Halfdán Pernas Longas) “usando sua espada nas costas e na coluna, destroçando suas costelas e virando-as em seu lombo, e arrancando para fora seus pulmões.” Smyth vai mais longe ao sugerir que ambos Halfdán e Aella foram sacrificados para os Deuses Nórdicos: “Um sacrifício pela vitória,” ele explica, “era um traço característico do Culto de Oðinn [Odin].”

A existência de alguns problemas nessas reivindicações não surpreende nenhum estudioso desse período histórico, fontes do século IX e X na Escandinávia são poucas, muitas tardias e abertas a interpretações. A identificação de Smyth de várias vítimas sujeitas a águia de sangue sem dúvida é passível de objeções. Alex Woolf, o autor de um registro completo sobre a história da Escócia durante esse período, conclui que a Saga Orkneyinga é um trabalho fictício, não verdadeira história, enquanto o destino de Maelgualai de Munster foi contado apenas séculos mais tarde later. Segundo o Cogadh Gaedhel re Gallaibh (The Wars of the Irish with the Foreigners - As Guerras dos Irlandeses contra os Estrangeiros,  escrito no final do século XII), Maelgualai teria morrido em 859 quando “sua coluna foi partida por um pedregulho” - um ato que  Smyth insiste implica em alguma modalidade de ritual de execução que “remete a águia de sangue no que diz respeito ao procedimento.” Mas a narrativa fornecida por outro cronista irlandês, no Annals of the Four Masters (Anais dos Quatro Mestres) - relata que Maelgualai foi meramente “atingido por uma pedra lançada pelos nórdicos – o que é igualmente verossímil.

De fato, os relatos sobre a águia de sangue geralmente foram escritos no séculos XII e XIII, com base nas sagas nórdicas e islandesas, que por sua vez decorrem de poesias do período. As Sagas são contadas na forma de grandes estórias, que soam sedutoras aos historiadores, que dispõem apenas evidências fragmentadas sobre o período. Mas como é difícil reconcilia-las a crônicas, elas se tornaram bem menos criveis do que registros históricos. Além disso, se Halfdán Long-legs e  Maelgualai não estão na lista daqueles que sofreram a morte pela águia de sangue - e se nós aceitarmos as sugestões de que Edmund tenha sido morto com flechadas (ou, conforme The Anglo-Saxon Chronicle, tenha simplesmente morrido em combate) - resta apenas a morte do Rei Aella como vítima dessa forma de execução ritualística.


Nesse ponto é importante citar a publicação de Roberta Frank no English Historical Review. Frank - uma acadêmica de língua inglesa e literatura escandinava, não apenas debate a fonte original da morte do Rei Aella, como salienta que “o procedimento da águia de sangue varia de texto para texto, tornando-se mais lúgubre, pagã e ritualizada com o passar do tempo.” Ela aponta que as únicas fontes a respeito da águia de sangue são trechos de poesia, aberta a várias interpretações. 

Para vários acadêmicos, o ponto central é que o ritual da águia de sangue é, e para sempre será, passível de dúvida quanto a sua existência de fato. Isso ao menos até que alguma prova documental possa ser encontrada, o que é pouco provável.

Visto dessa perspectiva, não causa surpresa - ao menos enquanto tantos acadêmicos continuarem  a tratar os vikings como fazendeiros, que ocasionalmente lutavam - que nós sejamos encorajados a duvidar da realidade da águia de sangue. É provável, entretanto, que quando a roda da história girar, como provavelmente ela o fará, não nos surpreenderemos ao ouvir historiadores mais uma vez argumentando que os guerreiros da Escandinávia sacrificavam suas vítimas aos seus deuses pagãos.

Fonte:http://mundotentacular.blogspot.com.br/

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nicolau Maquiavel o grande pensador Italiano

O intelectual Nicolau Maquiavel tratou principalmente sobre política na obra “O príncipe”, descrevendo como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas.

Maquiavel ensinou como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas

Nicolau Maquiavel, nascido na segunda metade do século XV, em Florença, na Itália, trata-se de um dos principais intelectuais do período chamado Renascimento, inaugurando o pensamento político moderno. Ao escrever sua obra mais famosa, “O Príncipe”, o contexto político da Península Itálica estava conturbado, marcado por uma constante instabilidade, uma vez que eram muitas as disputas políticas pelo controle e manutenção dos domínios territoriais das cidades e estados.

Conhecer sua trajetória como figura pública e intelectual é muito importante para que as circunstâncias nas quais este pensador pensou e escreveu tal obra sejam compreendidas. Maquiavel ingressou na carreira diplomática em um período em que Florença vivia uma República após a destituição dos Médici do poder. Contudo, com a retomada dessa dinastia, Maquiavel foi exilado, momento em que se dedicou à produção de “O Príncipe”. Esta sua obra seria, na verdade, uma espécie de manual político para governantes que almejassem não apenas se manter no poder, mas ampliar suas conquistas. Em suas páginas, o governante poderia aprender como planejar e meditar sobre seus atos para manter a estabilidade do Estado, do governo, uma vez que Maquiavel conta sucessos e fracassos de vários reis para ilustrar seus conselhos e opiniões. Além disso, para autores especializados em sua vida e obra, Nicolau Maquiavel teria escrito esse livro como uma tentativa de reaproximação do governo Médici, embora não tenha logrado êxito num primeiro momento.

Outro fator fundamental para se estudar o pensamento maquiaveliano é o pano de fundo da Europa naquele período, do ponto de vista das ideologias e do pensamento humano. Ao final da Idade Média, retomava-se uma visão antropocêntrica do mundo (que considera o homem como medida de todas as coisas) presente outrora no pensamento das civilizações mais antigas como a Grécia, a qual permitiu o despontar de uma outra ideia política, que não apenas aquela predominante no período medieval. Em outras palavras, a retomada do humanismo iria propor na política a “liberdade republicana contra o poder teológico-político de papas e imperadores”, como afirma Marilena Chauí (2008). Isso significaria a retomada do humanismo cívico, o que pressupõe a construção de um diálogo político entre uma burguesia em ascensão desejosa por poder e uma realeza detentora da coroa. É preciso lembrar que a formação do Estado moderno se deu pela convergência de interesses entre reis e a burguesia, marcando-se um momento importante para o desenvolvimento das práticas comerciais e do capitalismo na Europa. Assim, Maquiavel assistia em seu tempo um maior questionamento do poder absoluto dos reis ou de alguma dinastia, como os Médici em Florência, uma vez que nascia uma elite burguesa com seus próprios interesses, com a exacerbação da ideia de liberdade individual. Questionava-se o poder teocêntrico e desejava-se a existência de um príncipe que, detentor das qualidades necessárias, isto é, da virtú, poderia garantir a estabilidade e defesa de sua cidade contra outras vizinhas.

Dessa forma, considerando esse cenário, Maquiavel produziu sua obra com vistas à questão da legitimidade e exercício do poder pelo governante, pelo príncipe. A legitimação do poder seria algo fundamental para a questão da conquista e preservação do Estado, cabendo ao bom rei (ou bom príncipe) ser dotado de virtú e fortuna, sabendo como bem articulá-las. Enquanto a virtú dizia respeito às habilidades ou virtudes necessárias ao governante, a fortuna tratava-se da sorte, do acaso, da condição dada pelas circunstâncias da vida. Para Maquiavel “...quando um príncipe deixa tudo por conta da sorte, ele se arruína logo que ela muda. Feliz é o príncipe que ajusta seu modo de proceder aos tempos, e é infeliz aquele cujo proceder não se ajusta aos tempos.” (MAQUIAVEL, 2002, p. 264). Conforme afirma Francisco Welffort (2001) sobre Maquiavel, “a atividade política, tal como arquitetara, era uma prática do homem livre de freios extraterrenos, do homem sujeito da história. Esta prática exigia virtú, o domínio sobre a fortuna”. (WELFFORT, 2001, p. 21).

Contudo, a forma como a virtú seria colocada em prática em nome do bom governo deveria passar ao largo dos valores cristãos, da moral social vigente, dada a incompatibilidade entre esses valores e a política segundo Maquiavel. Para Maquiavel, “não cabe nesta imagem a ideia da virtude cristã que prega uma bondade angelical alcançada pela libertação das tentações terrenas, sempre à espera de recompensas no céu. Ao contrário, o poder, a honra e a glória, típicas tentações mundanas, são bens perseguidos e valorizados. O homem de virtú pode consegui-los e por eles luta” (WELFFORT, 2006, pg. 22). Assim, essa interpretação maquiaveliana da esfera política foi que permitiu surgir ideia de que “os fins justificam os meios”, embora não se possa atribuir literalmente essa frase a Maquiavel. Além disso, fez surgir no imaginário e no senso comum a ideia de que Maquiavel seria alguém articuloso e sem escrúpulo, dando origem à expressão “maquiavélico” para designar algo ou alguém dotado de certa maldade, frio e calculista.

Maquiavel não era imoral (embora seu livro tenha sido proibido pela Igreja), mas colocava a ação política (construída pela soma da virtú e da fortuna) em primeiro plano, como uma área de ação autônoma levando a um rompimento com a moral social. A conduta moral e a ideia de virtude como valor para bem viver na sociedade não poderiam ser limitadores da prática política. O que se deve pensar é que o objetivo maior da política seria manter a estabilidade social e do governo a todo custo, uma vez que o contexto europeu era de guerras e disputas. Nas palavras de Welffort (2001), Maquiavel é incisivo: há vícios que são virtudes, não devendo temer o príncipe que deseje se manter no poder, nem esconder seus defeitos, se isso for indispensável para salvar o Estado. “Um príncipe não deve, portanto, importar-se por ser considerado cruel se isso for necessário para manter os seus súditos unidos e com fé. Com raras exceções, um príncipe tido como cruel é mais piedoso do que os que por muita clemência deixam acontecer desordens que podem resultar em assassinatos e rapinagem, porque essas consequências prejudicam todo um povo, ao passo que as execuções que provêm desse príncipe ofendem apenas alguns indivíduos” (MAQUIAVEL, 2002, p. 208). Dessa forma, a soberania do príncipe dependeria de sua prudência e coragem para romper com a conduta social vigente, a qual seria incapaz de mudar a natureza dos defeitos humanos.

Assim, a originalidade de Maquiavel estaria em grande parte na forma como lidou com essa questão moral e política, trazendo uma outra visão ao exercício do poder outrora sacralizado por valores defendidos pela Igreja. Considerado um dos pais da Ciência Política, sua obra, já no século XVI, tratava de questões que ainda hoje se fazem importantes, a exemplo da legitimação do poder, principalmente se considerarmos as características do solo arenoso que é a vida política.


Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

FONTE:http://www.brasilescola.com/

domingo, 27 de abril de 2014

Coronelismo no Brasil

O termo coronel no período republicano significava chefe político de um determinado local que geralmente era dono de terras ou comerciante. Da forma com que prestavam serviços ao Poder Executivo os coronéis ganhavam prestígio e força.



O coronelismo foi um período de práticas autoritárias e violentas comandadas pelos coronéis, fato que ocorreu até aproximadamente 1960. Os coronéis controlavam as pessoas da região e as obrigava a realizar fatos e tomar decisões segundo sua vontade. Aproveitavam o fato de que as pessoas eram desinformadas e pouco educadas para motivá-las a fazer segundo o que lhes era proposto. Os coronéis conseguiam formar regimes e tributos em sua região assim como estipular impostos e promover a candidatura de seu elegido. Como possuíam grande quantidade de colonos em suas terras e havia respeito seguido de “medo” por grande parte da população rural da região, os coronéis abusavam do seu prestígio para manipular as pessoas e até obrigá-las sob forma brutal a fazer sua vontade.

Este cenário começou a mudar quando as famílias começaram a migrar para os centros urbanos, o que lhes proporcionou acesso à educação, aos direitos que possuíam e aos meios de comunicação. Por causa dessa migração, os coronéis começaram a impor seus desejos através da força e da ameaça, as famílias obedeciam ao seu desejo com medo da violência que poderiam sofrer e temiam que o seu sustento fosse tomado.


Hoje, ainda em locais do interior e distante das cidades, existem coronéis que abusam do seu poder para manipular as pessoas carentes de ensino e informação.


Fonte: http://www.historiadomundo.com.br/

segunda-feira, 21 de abril de 2014

5 grandes filósofos do iluminismo europeu

Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu na Europa, a partir do século XVII, e defendia o uso da razão para promover mudanças na sociedade. O pensamento iluminista contestava o modelo de sociedade que surgiu a partir do século XV, caracterizada pelo chamado Antigo Regime.

Este movimento acabou promovendo mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. O apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, conhecido como o Século das Luzes. As ideias iluministas foram difundidas através das obras dos chamados filósofos ou pensadores iluministas.

1 Locke

Iluminismo-Pensador-John-Locke

John Locke (1632-1704) foi um pensador inglês. Criou a obra “Dois Tratados sobre o Governo”, na qual defendia que o homem teria alguns direitos naturais como a vida, a liberdade e a propriedade. É considerado o pai do liberalismo, filosofia que defende a propriedade privada, a igualdade de todos perante a lei, a limitação do poder do governante e o livre mercado. O liberalismo político atacava diretamente o princípios do absolutismo, sendo que as ideias republicanas, constitucionais e o direito ao voto surgiram a partir do liberalismo.

2 Montesquieu 

Iluminismo-Pensador-Montesquieu

Charles Secondat, ou Barão de Montesquieu (1689-1755) foi um pensador francês. Criou a obra “Do Espírito das Leis”, na qual defendeu a separação dos três poderes do estado, ou seja, o Executivo, Legislativo e Judiciário. A separação dos três poderes tinha como objetivo limitar o poder do governante, para evitar abusos de autoridade, comum nos governos absolutistas.

3. Voltaire


François-Marie Arouet, ou Voltaire (1694-1778) também foi um pensador francês. Criou a obra “Dicionário Filosófico”, na qual defendia que a mistura de religião e política criava governos injustos, que defendiam os interesses de apenas uma parcela da população. Apesar das críticas, Voltaire não desejava o fim da monarquia. Para ele, o governo ideal era a monarquia esclarecida, ou seja, o poder do rei mediado pela ideias iluministas. Voltaire também defendia a liberdade de expressão. Foi autor da frase: “Posso não concordar com uma palavra que dizes, mas defendo até a morte o teu direito de dizê-las”

4 Rousseau 


Iluminismo-Pensador-Jacques-Rousseau

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um pensador suíço. Criou a obra “Do Contrato Social”, na qual defendia que a sociedade era capaz de corromper o ser humano, eliminando a sua bondade natural. Para ele, a simplicidade e a comunhão entre os homens deveriam ser valorizadas como fatores essenciais na construção de uma sociedade mais justa e democrática. Entretanto, esse modelo só poderia ser alcançado quando a propriedade privada fosse sistematicamente combatida. Foi autor da frase: “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”.

5. Diderot

Iluminismo-Pensador-Denis-Diderot

Denis Diderot (1713-1784) foi um pensador francês. Junto com D’Alembert, criou a obra “Enciclopédia”. Seu objetivo era reunir todo o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época. A criação desta obra foi um fator determinante para que as ideias iluministas se espalhassem pela população, adquirindo grande visibilidade. Diderot foi autor da frase: “O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre”.

Fonte: http://www.historiadigital.org/ 

sábado, 19 de abril de 2014

2014 o embate dos invictos

Por Ricardo Júnior:

Mais uma ano de eleição esta chegando em todo o país, na Paraíba o período pré-eleitoral esta a cada dia que se passa pegando fogo, não tenho duvidas que esse será um dos embates políticos mais emblemáticos da história do nosso estado.

No período republicano tivemos 50 governadores onde poucos são os que se destacaram no cenário político, nomes como; Solón Barbosa de Lucena, João Suassuna, João Pessoa, José Américo de Almeida, Antenor de França Navarro, Argemiro de Figueiredo, Pedro Moreno Gondim, João Agripino Filho, Tarcisio Burity, Ronaldo Cunha Lima entre outros poucos.

Memoráveis embates entre o José Américo de Almeida e o Argemiro de Figueiredo, onde o filho de Areia saiu vencedor, quem não lembra do Jingle "O homem é Pedro"? Na disputa de Pedro Moreno Gondim contra Jandhuy Carneiro, onde Pedro saiu vitorioso. Ronaldo Cunha Lima derrubando a maquina de Wilson Leite Braga, esses foram momentos marcantes de nossa política contemporânea, e hoje estamos diante de mais um embate histórico.

São três nomes fortes se digladiando entre si, sabemos que haverá 2° turno não nos resta a menor das dúvidas, de um lado temos o atual governador girassol, Ricardo Coutinho, apoiado pela maioria dos prefeitos, porém com a menor legenda de guia eleitoral, sabe-se que poucos são os partidos fortes que o governador tem em sua base, do outro lado temos o ex-aliado do governo, o senador campinense Cássio Cunha Lima, filho do saudoso poeta Ronaldo Cunha lima que ja governou a Paraíba de 90 á 94, Cássio sofreu grandes baixas em sua base eleitoral, perdeu seu amigo Rômulo Gouveia, indicado a vice na chapa de Ricardo em 2010 pelo próprio Tucano, outras grandes baixas como, Manoel Ludgero, Adriano Galdino,Dr Damião Feliciano e Efraim Morais. Políticos tradicionais  que marcharam durante anos com a família Cunha Lima, hoje preferem seguir voo solo ao lado do atual governador, mesmo com tantas  baixas o senador Cássio nas pesquisas é o 1° colocado, a verdadeira força é a do povo, jamais podemos nos esquecer disso.


O embate esta muito polarizado, diversas farpas dos ex-aliados são trocadas diuturnamente, os aliados do governador chamam o senador tucano de "traidor e oportunista", já os tucanos taxam Ricardo como  "ditador", entre essas idas e vindas quem vem por fora atacando os dois lados da moeda é o pré candidato do PMDB, o neto do saudoso Pedro Gondim, Veneziano Vital do Rêgo, o "cabeludo" como assim é chamado pelos seus correligionários vem peregrinando por todo estado através do projeto "pensando a Paraíba", que traz um dialogo com os paraibanos sobre a atual situação que o nosso estado se encontra e claro é uma maneira de levar o seu nome aos quatro cantos do estado, uma vez que Veneziano só tenha sido eleito prefeito de Campina Grande por dois mandatos consecutivo. Veneziano enfrenta  desafios enormes, tornar seu nome conhecido no cenário estadual, lutar contra velhas raposas da política, e buscar elevar seu nome nas pesquisas de intenções de voto, tarefas nada fáceis.

Um detalhe importante nesse analise é que os três candidatos  favoritos ao governo do estado nunca perderam um sequer eleição no âmbito executivo, Ricardo foi prefeito da capital por 2 vezes e eleito governador em 2010, sendo o mais votado da história (Com ajuda decisiva de Cássio), Cássio por outro lado foi prefeito de Campina Grande por 3 vezes, e eleito 2 governador do estado, sendo o primeiro governador a ser reeleito na Paraíba, e o primeiro governador a ter seu mandato cassado. Já seguindo na tangente  timidamente temos o Veneziano, tendo apenas sido eleito por 2 mandatos consecutivo eleito prefeito de Campina Grande.

Desta vez apenas 1 continuará invicto nessa caminhada política, quem será? O experiente senador Cássio Cunha Lima? O atual governador do estado, Ricardo Coutinho? Ou o ex-prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo?

Essa  pergunta quem vai nos responder são as urnas!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Traição na política partidária?

Por: Ricardo Junior

O mundo movimentado da política no cenário atual é relevante, partidos novos, novas adesões a projetos que se apresentam "inovadores", fim de alianças que duraram pouco tempo e outras que lograram décadas. Cada qual com sua ideologia, se é que podemos afirmar que existe ainda ideologia no meio da política partidária, no entanto os rompimentos que ocorrem nesse âmbito chamam a atenção do mais fanático por política, até o menos interessado. O político" A" apoiava o politico "B", e hoje são oposição, houve traição?
Claro que não, afinal a política é um jogo de interesses, o político "A" faz algo que desagrada o político "B" e seus correligionários, deve-se levar em conta que ninguém é obrigado a seguir cegamente do lado de quem se tem divergências nos interesses, afinal vivemos numa democracia.

Aqueles que utilizam esse discurso vazio de "traição" na política,  na verdade está atirando no escuro, oras, temos a ciência que ninguém é inocente, e como na vida o ser humano busca as suas melhoras, na política não é diferente.

O cenário político muda de acordo com os interesses de cada um, todos somos livres para fazermos as escolhas  que nos convêm. É verdade que a cada escolha existe um preço e uma consequência, se o preço será alto, ou baixo só o tempo dirá, o que o diga também da consequência.